O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (Ceif/FCO) aprovou um total de 73 cartas-consultas para financiamentos, somando cento e vinte e nove milhões, trezentos mil, quinhentos e trinta e seis reais e vinte e nove centavos (R$ 129.300.536,29) em empréstimos. Esta foi a primeira reunião do colegiado no ano de 2026, evidenciando o contínuo dinamismo da economia de Mato Grosso do Sul.
A deliberação ocorreu em formato virtual e foi conduzida por Rogério Beretta, que atua como secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
As aprovações na sessão inaugural de 2026 distribuíram-se entre os segmentos econômicos do estado. Dezoito cartas-consultas foram destinadas ao setor Empresarial, totalizando quarenta e seis milhões, cento e sessenta e três mil, oitocentos e um reais e treze centavos (R$ 46.163.801,13). Para o setor Rural, foram concedidos empréstimos a 55 cartas-consultas, que representam um valor de oitenta e três milhões, cento e trinta e seis mil, setecentos e trinta e cinco reais e dezesseis centavos (R$ 83.136.735,16).
Para o ano de 2026, a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) reservou um montante de três bilhões e cento e cinquenta milhões de reais (R$ 3,15 bilhões) para Mato Grosso do Sul investir por meio do FCO. Metade desse valor está prevista para ser alocada em financiamentos para o setor Rural, enquanto a outra metade será direcionada ao setor Empresarial.
Em 2025, o FCO alcançou um recorde de injeção de recursos no estado, totalizando três bilhões e duzentos e quarenta milhões de reais (R$ 3,240 bilhões). Houve uma demanda expressiva por parte do setor rural, que consumiu 75% dos recursos disponíveis, uma proporção significativamente superior à média dos anos anteriores, que girava em torno de 60% para o FCO Rural e 40% para a linha FCO Empresarial.
Inicialmente, o repasse da Sudeco para Mato Grosso do Sul em 2025 foi de dois bilhões e setecentos milhões de reais (R$ 2,7 bilhões). No entanto, devido ao aumento da demanda, o valor foi ajustado progressivamente, alcançando os três bilhões e duzentos milhões de reais (R$ 3,2 bilhões) ao longo do período.
Fomos o único Estado da região que precisou de novos aportes de recursos porque o valor disponibilizado foi insuficiente para atender a demanda.
Rogério Beretta destacou a singularidade de Mato Grosso do Sul nesse cenário e antecipou que o valor reservado para 2026 deverá ser reajustado no segundo semestre para suprir as necessidades de financiamento.
O Ceif/FCO constitui um órgão colegiado com responsabilidade de deliberação coletiva, estando formalmente vinculado à Semadesc. Sua composição inclui representantes de órgãos públicos e de entidades de classe, tanto produtoras quanto trabalhadoras. O propósito primordial do conselho é fomentar o desenvolvimento econômico e social da região por meio da aplicação de recursos tributários específicos, definidos em programas de financiamento destinados aos diversos setores produtivos.